Pelo preço de 470 dólares, os indocumentados estão alugando passaportes para entrar nos Estados Unidos ilegalmente. A nova modalidade de tráfico humano já foi identificada pelos agentes da fronteira em Ciudad Juárez, mas mesmo assim tem sido usada com freqüência pelos negociadores, apelidados de ‘polleros’. O plano é simples: o imigrante ‘aluga’ o documento de uma pessoa com as mesmas feições físicas, atravessa o posto de entrada no Texas e, já em território americano, devolve o passaporte para alguém ligado ao esquema.
Segundo o jornal mexicano Excelsior, a documentação em poder dos negociadores é farta. Alguns dos passaportes pertencem a pessoas ligadas ao grupo, mas a maioria deles foi roubada mesmo. Tudo é negociado à luz do dia, na Ponte Internacional de Santa Fé, a poucos metros da fronteira. “Com o mesmo documento, vários imigrantes podem entrar ilegalmente na América, sem serem detectados”, assinala o jornalista do periódico, destacando a lucratividade do negócio.
7/11/2008
Empréstimo de passaporte é mais um dos negócios na fronteira
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Marcadores: Imigração
Antiimigrantes passam feriado de tocaia na fronteira
Os integrantes de um dos mais famosos e barulhentos grupos antiimigrantes, o ‘Minutemen’, passaram o feriado de 4 de julho de tocaia, num dos pontos da fronteira entre Estados Unidos e México, para impedir a entrada de indocumentados no país. Os voluntários estavam acampados num subúrbio de San Diego para o encontro anual da instituição e se revezaram na vigilância aos que eles consideram ‘inimigos’.
Segundo os organizadores da Operação ‘Assegurar os Estados Unidos Agora’, o grupo permaneceu em alerta para denunciar à patrulha da fronteira qualquer movimentação suspeita, numa extensão de 15 milhas. “Desaprovamos a entrada ilegal em nosso país, mas não fazemos oposição a quem vem de forma legalizada, independente da nacionalidade ou raça“, disse Ken Dreger, rebatendo as acusações de que os ‘Minutemen’ são racistas.
Fonte: Acheiusa
O local do encontro do grupo foi escolhido por uma razão especial: por ali passaram, de acordo com dados extra-oficiais, mais de 850 indocumentados desde abril de 2006. Por isso, além da fiscalização durante as 24 horas do feriado, os ‘Minutemen’ realizaram caminhadas pelo deserto, numa área freqüentemente usada pelos imigrantes nas travessias, e participaram de debates sobre formas de deter a imigração ilegal.
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Imigrante luta contra exploração na Virgínia
Na pequena cidade de Manassas, no estado da Virginia, os imigrantes não são bem-vindos. Para se ter uma idéia, os esforços do governo local e da população em rechaçar os indocumentados são comparados aos atos da época da escravatura e do grupo racista Ku Klux Klan. A região foi chamada de capital nacional da intolerância.
Um morador, no entanto, tem enfrentado as adversidades para garantir que os seus direitos de imigrante sejam respeitados: ele é Gaudencio Fernández, um mexicano de 47 anos que vive há quase 30 na América e está conseguindo chamar a atenção para sua causa. Em um de seus terrenos, na entrada de Manassas, Fernandéz colocou um letreiro de 12 metros de altura com os dizeres ‘Exigimos igualdade e justiça para todos. Não seremos escravos do século 21’. Chamado de ‘muro da liberdade’, a propriedade tornou-se um ponto de encontro e símbolo político de defesa dos imigrantes.
Para Fernandéz, os indocumentados – na maioria latinos – foram explorados durante anos em Manassas, mas esta mesma população branca que usou os serviços dos imigrantes agora quer vê-los longe da Virgínia. “Quero que a comunidade entenda o que temos feito por este país há mais de 500 anos”, afirmou o mexicano, para quem as pessoas de origem hispânica são os “americanos nativos”.
Os residentes e autoridades de Manassas, porém, não vêem com bons olhos os atos de Fernandéz. Para muitos, comparar o cumprimento das leis de imigração com o genocídio praticado pela KKK e com a escravidão é ofensivo e exagerado. Muitos não escondem que prefeririam que o letreiro na entrada da cidade fosse retirado e alguns estudam formas de proibir a manifestação do mexicano.
A verdade é que ele foi aconselhado pelos advogados a obter da prefeitura uma autorização para exibir o painel, mas vândalos com menos paciência já atacaram a propriedade e até uma bomba de fabricação caseira foi atirada contra o letreiro. O atentado não esmoreceu o mexicano e ele planeja colocar um outro ainda maior, com cerca de 43 metros, para chamar ainda mais atenção para o problema. Enquanto isso, a cidade de Manassas enfrenta processos de discriminação e racismo.
Fonte: Acheiusa
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Marcadores: Imigração
Brasileiros estão trocando os EUA pela Europa, revela estudo
O destino dos brasileiros que estão deixando os Estados Unidos é o Brasil, certo? Errado. De acordo com uma pesquisa feita em Framingham, Massachusetts, os brasileiros que desanimaram com a América estão apostando todas as fichas na Europa.
O estudo está sendo comandado por Sueli Siqueira, socióloga da Universidade do Vale do Rio Doce, em Governador Valadares (MG), acompanhada pelo historiador Emerson César de Campos e pela antropóloga Gláucia de Oliveira Assis, ambos da Universidade de Santa Catarina. Os dois estados são conhecidos por “exportar” milhares de brasileiros.
A ida dos brasileiros para o Velho Continente surpreendeu Sueli. De acordo com a pesquisa, quase um terço dos brasileiros que não querem mais morar nos Estados Unidos tinham a Europa nos planos. A venda de passagens para a Europa nas agências de Valadares aumentou em 60%, de acordo com a socióloga.
Há dois anos, muitos fatores contaram para o abandono do sonho americano e a posterior volta para casa: imigração, a crescente exigência de documentos para trabalhar, a situação econômica dos EUA e a taxa de câmbio entre o dólar e o real, considerada a pior de todos os tempos.
O fenômeno também está ocorrendo em Santa Catarina. Mas de acordo com a antropóloga Gláucia, os Estados Unidos ainda é o destino preferido, apesar da migração ser mais difícil. “As redes sociais que ajudam os imigrantes a encontrar trabalho ou moradia estão mais estabelecidas nos Estados Unidos do que na Europa”, afirmou ela. A valorização do euro justificaria a troca dos Estados Unidos pelo continente europeu, na opinião dos pesquisadores.
O estudo ainda está em estágio inicial e tanto imigrantes documentados quanto indocumentados estão sendo pesquisados. O trio de professores universitários está mais interessado no impacto causado pelas comunidades que voltam para casa do que naquele causado no estado de Massachusetts.
Os estados de Minas Gerais e Santa Catarina estão financiando o estudo. Eles estão interessados em saber das tendências da imigração.
O futuro da imigração brasileira
Sueli e Gláucia consideram as redes sociais de relacionamento fundamentais para os brasileiros que vão para o exterior, pois elas facilitam com informações e contatos de como começar uma vida nova em outro país. “Nos anos 60, um brasileiro viria a Nova Iorque já sabendo onde arranjar emprego e onde morar”, disse Gláucia.
Os brasileiros entrevistados vieram para cá no final dos anos 60 e 70. Os pesquisadores queriam saber como estes imigrantes criaram as redes de relacionamento. “Queremos saber como estes primeiros imigrantes criaram uma comunidade. Precisamos saber sobre a experiência inicial da migração brasileira para entender o que o futuro reserva”, afirmou Sueli.
Na primavera de 2009, os pesquisadores planejam ir à Itália, Portugal e Espanha. Além de Framingham, eles visitaram Somerville, Everett, Lowell e Malden. O grupo esteve ainda em Bridgeport, Connecticut, e Nova Iorque.
Fonte: Comunidade News
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Marcadores: Imigração
Valadarense ganha asilo político nos EUA depois de sofrer torturas no Brasil
Em audiência realizada no dia 25 último, o juiz de imigração Charles K. Adkis-Blanch concedeu ao brasileiro Devair Lucas, 48, uma espécie de status de estadia permanente nos Estados Unidos. O brasileiro teria sido ameaçado e torturado a mando de políticos em Governador Valadares, Minas Gerais.
De acordo com Devair, o mandante do crime é o Deputado Federal Lael Varella (PFL/MG), de quem o mineiro comprou uma fazenda, para fazer um empreendimento imobiliário. Ainda segundo Devair, o político não cumpriu com a parte dele. Após denunciar o fato através de cartas, Varella mandou a delegada Maria Aparecida prender Devair, para que os presos o matassem.
Devair continuou as denúncias e sofreu 14 tentativas de homicídio. Uma das balas está alojada na cabeça dele. O brasileiro apanhou da delegada e de policiais civis, a mando do Deputado Varella e do assessor dele, Lierte Soares, Pastor da Igreja Batista do Calvário, em Valadares.
Fonte:Comunidade News
Os atentados contra Devair ocorreram em 2001, 2003 e 2004. Um deles foi na porta da casa de Devair, e outro ocorreu no Distrito Federal. Em 31 de outubro de 2004, o mineiro foi baleado novamente. Não suportando mais a omissão das autoridades brasileiras e as torturas, Devair decidiu vir aos Estados Unidos para fazer uma cirurgia. Mas mudou de idéia e procurou a Polícia Federal Americana (FBI), apresentando as provas. Encaminhado para a imigração, Devair enfrentou 23 audiências na Corte.
Alívio
O mineiro disse que não pretende voltar ao Brasil. Devair disse que tem provas contra o Deputado Varella. Segundo ele, o Pastor Lierte lava dinheiro de empresas fantasmas para o político. A vítima disse que o político é muito influente no Congresso e Senado brasileiros. O nome dele teria sido citado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico.
Em 10 páginas de sentença, o juiz qualificou Devair nos casos de tortura, e ele vai poder viver legalmente no país. Devair atravessou a fronteira com o México em 2005 e mora atualmente em Somerville, Massachusetts. A esposa Mara Lúcia de Oliveira e os filhos Igor Fernando de Oliveira Lucas e Isabelle de Oliveira Lucas também vão se legalizar. Devair deve receber o green card até o dia 16 de julho.
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2/16/2008
Governo liberará green cards sem aprovação total do FBI
A mudança da política do governo federal procura colocar os processos em dia diante do notável aumento de pedidos de imigração
O governo dos Estados Unidos reduzirá a acumulação de trâmites imigratórios e outorgará milhares de residências antes que o FBI conclua a investigação de antecedentes. Os elegíveis com a medida do Departamento de Segurança Nacional (DHS) são os imigrantes cujas impressões digitais foram analisadas pelas bases de dados de antecedentes criminais do FBI, mas que ainda não foram cotejadas com os arquivos de informação criminal e de inteligência depois de seis meses de espera.
No caso dos favorecidos tiverem antecedentes ao final da investigação, o DHS retirará imediatamente o status como residente legal permanente e os deportará dos Estados Unidos.
A mudança da política do governo federal procura colocar os processos em dia diante do notável aumento de pedidos de imigração registrado antes de 1º de julho do ano passado, quando se registrou um incremento nas tarifas do Escritório de Cidadania e Serviços de Imigração (USCIS).
O sistema de verificação dos antecedentes ficou mais duro depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
Mais de três anos de espera
Calcula-se que cerca de 150 mil pedidos de residência e cidadania estão demorando por causa da investigação do FBI, e pelo menos 30 mil pedidos esperam há mais de tres anos. O DHS confirmou que milhares de pessoas poderão cumprir todos os requisitos para a tramitação rápida.
Mas nem todos estão festejando as novas medidas. "É uma decisão impulsionada mais pela imperativa burocrática para reduzir o atraso do que pelas preocupações de segurança nacional", declarou Mark Krikorian, diretor executivo do Centro de Estudos de Imigração.
O DHS argumentou que a nova política para acelerar os trâmites não apresenta nenhum novo risco de segurança, e destacou que os solicitantes de residência que serão favorecidos já contam com autorização ficar nos Estados Unidos enquanto esperam a conclusão da investigação de antecedentes do FBI.
"Não vamos fazer nada que comprometa a segurança nacional", disse Chris Bentley, porta-voz do USCIS. "Estamos fazendo isto para outorgar benefícios o mais rápido possível às pessoas que atendem os requisitos".
O DHS esclareceu que os peticionários de cidadania não foram contemplados neste processo rápido e terão que esperar pela investigação completa de seus antecedentes criminais por parte do FBI.
Os funcionários do DHS explicaram que a cidadania é muito mais difícil de retirar no caso da investigação final determinar que a naturalização não é viável por causa dos antecedentes.
Centenas de milhares de atrasos
Na verdade, o DHS tem 2,7 milhões de solicitações de residência e naturalização acumuladas.
O FBI não só compara os nomes com as listas de suspeitos de delinqüência e inteligência, mas também investiga os nomes de solicitantes que surgiram durante o curso de outras investigações ou qualquer relação com os suspeitos de atividades ilegais. "É um processo muito complicado", disse Bill Carter, porta-voz do FBI. "Compreende dezenas de entidades e bases de dados e com freqüência governos de outros países".
Embora o FBI aprove em 72 horas 70 por cento dos nomes que verifica, a entidade processa mais de 74 mil solicitações de investigação de antecedentes por semana, quase a metade da imigração.
As solicitações que não são aprovadas de imediato se submetem a uma investigação mais acurada porque os nomes são similares aos de algum suspeito.
Centenas de pessoas afetadas pelo atraso do governo com os pedidos de residência e naturalização exigiram do governo federal uma solução para a demora. No caso de algumas pessoas, o FBI os aprovou pouco depois de apresentar a demanda.
Michael Baylson, juiz federal na Filadélfia que está analisando seis demandas, recentemente expressou sua frustração com o governo por usar uma estratégia de favorecer as demoras por demandas no lugar de oferecer uma solução administrativa ordenada e transparente. "Certamente o Congresso não teve a intenção de criar um processo tão complicado, confuso e lento, mas isto foi o que ocorreu", escreveu Baylson num arrazoado encaminhado ao presidente Bush quando ordenou ao governo em janeiro que explicasse as demoras.
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2/15/2008
Cinco brasileiros são detidos pela imigração no México
Pelo menos 229 imigrantes clandestinos de Brasil, Equador, El Salvador, Honduras e Guatemala foram descobertos na madrugada desta quinta-feira no estado mexicano de Chiapas (sudeste), amontoados sob o fundo falso de um caminhão.
O Instituto de Migração do México (INM) informou que a detenção dos ilegais aconteceu em um posto da polícia rodoviária na zona costeira de Chiapas.
Os agentes migratórios descobriram um fundo duplo no caminhão, onde, entre caixas de papelão de bananas, estavam escondidos cinco brasileiros, oito equatorianos, quatro hondurenhos, seis salvadorenhos e 206 guatemaltecos.
Entre os imigrantes, havia 52 mulheres e três menores de idade, que declararam ter saído de Ciudad Hidalgo, na fronteira com a Guatemala, rumo à Cidade do México, de onde seguiriam para os Estados Unidos, com a intenção de procurar emprego.
De acordo com estatísticas do INM, em 2007, foram detidos em Chiapas 57.494 imigrantes em situação ilegal, a maioria originária dos países centro-americanos.
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2/07/2008
Vereadores aprovam 287g mas querem monitoramento
Moradores de Danbury fazem protesto na porta da prefeitura durante a votação do programa 287g. Abaixo. Padre Pedro Diniz fala em apoio aos manifestantes.
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5º - Brasileiro procurado pela polícia de Hartford é capturado
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A Câmara de Vereadores de Danbury, Connecticut, aprovou na quarta-feira (6) a lei 287g, que autoriza dois policiais locais a agirem como agentes de imigração. Somente 120 pessoas foram autorizadas a assistir a sessão da câmara. Na esperança de barrar a lei, cerca de 2.000 pessoas, entre imigrantes e ativistas, ocuparam a frente da prefeitura empunhando faixas e cartazes, e gritando contra a 287g. Nenhum incidente foi registrado. A manifestação em massa, somada ao fechamento das lojas, fizeram o dia completamente atípico, com a Main Street completamente vazia.
Poucos carros também circulavam pela rua principal. A frente das lojas era enfeitada pelos cartazes cor de rosa indicando apoio aos imigrantes e anunciando o fechamento. Viu-se poucos imigrantes caminhando na Main Street. Danbury parecia mais uma cidade fantasma.
A reunião da Câmara dos Vereadores começou às 7h30pm, conforme marcado. Antes da votação, residentes de Danbury falaram a respeito da lei. A primeira a falar foi Renata Amaral, da RM Insurance, enfatizando que “todos nós somos Danbury”. O corretor de imóveis Júlio Canto disse que a aprovação da lei afetaria psicologicamente os residentes. “Não só os indocumentados”.
O Pastor Ophir de Barros, da Igreja Batista, disse ao prefeito que foi criado um clima de medo na cidade, e pediu que ele trouxesse algo para acalmar as pessoas. “Danbury deve ficar como está”. Uma americana, que se criou na África do Sul, citou os exemplos de perseguições ocorridas naquele país, e enfatizou a árdua luta dos imigrantes. “Nós temos a sorte de termos nascido aqui e sermos cidadãos. Se você estivesse no lugar destes imigrantes, faria o mesmo que eles”, disse, referindo-se à condição de indocumentados. Foi aplaudida.
A comerciante portuguesa Emilia Fernandes rogou para que os políticos tocassem os próprios corações. O hispânico Luis Bautista, que também é comerciante, disse que nenhum dos imigrantes ali presentes era criminoso. O americano Don Troiano chegou a falar no número de $250 milhões anuais de contribuição dos imigrantes. “Isto é um suicídio econômico”, disse Don, referindo-se à 287g.
Jose Granfors, bancária, enfatizou que detestaria ver todos os clientes dela indo embora, e pediu mudanças nas leis dos Estados Unidos. Daniel Ribeiro implorou para que os vereadores pensassem nos efeitos colaterais da lei.
Infelizmente, nenhum destes argumentos foi capaz de convencer os vereadores. Por 19 votos a 2, a lei 287g foi aprovada, sob a insistência dos políticos de que não haverá batidas e perseguições. Falaram na criação de uma Força Tarefa, que vai monitorar tudo o que sair fora do planejado. Qualquer membro da comunidade poderá participar desta Força Tarefa.
Os imigrantes saíram da reunião decepcionados. O comerciante Edmundo, da Mirante Agency, disse que só espera que a lei funcione da maneira como disseram, ou seja, prisão somente de imigrantes criminosos. “Mas até isto ser mostrado, o comércio vai sofrer”. Disse também que qualquer abuso deve ser comunicado aos vereadores. “Para isso, não esperamos a lei entrar em vigor”.
A corretora de imóveis Maria Evans disse que não ficou nem um pouco surpresa com a aprovação da lei. “O importante foi termos participado”, disse Maria, acrescentando que os vereadores quase pediram desculpas, quando disseram que a lei será somente para prender imigrantes criminosos.
Repúdio
A manifestação contra a aprovação do programa 287g estava marcada para às 6pm, mas antes disso, já havia manifestantes na frente da prefeitura. O brasileiro Genival dos Santos foi um dos primeiros a chegar, e se mostrou bastante disposto a lutar. “Depende de cada um de nós”, disse o brasileiro. O vice-presidente do Centro Equatoriano, Wilson Hernandez, esperava mais explicações dos vereadores e do prefeito, sobre a lei 287g. Estava feliz com o despertar da comunidade brasileira. “A agressão é contra todos, não se trata de um brasileiro, de um guatemalteco, se trata da comunidade imigrante”.
Na opinião de Quésia Silva, a manifestação foi uma boa oportunidade de mostrar que estamos aqui para contribuir com o país. “Ajudar e trabalhar”. O marido dela, Eduílio Júnior, disse que só tinha visto tantos brasileiros assim em festas. A comerciante Odília Carlijo compareceu por ser imigrante e comerciante, esta última uma razão bastante forte para lutar. A brasileira Lívia Karan achou que valeu a pena enfrentar a chuva, e estava bastante confiante com a não aprovação da lei.
Quando as portas da prefeitura abriram já havia cerca de 2.000 pessoas na frente da prefeitura. A manifestação contou com um forte esquema de segurança. Além da imprensa brasileira estava presente o canal hispânico Univision e os canais americanos Fox, NBC 30 e o Canal 8. A Deer Hill Avenue precisou ser fechada.
Fonte: Comunidade News
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